A mãe de Natalie estava dormindo profundamente em seu quarto ao lado do marido. Ela acordou com o som de batidas em sua porta, se levantou ainda sonolenta, saiu do quarto e foi até a porta da frente.
Estava chovendo lá fora e trovões ressoaram à distância. Ela se aproximou da porta, mas parou antes de pegar a maçaneta. Ela ouviu um som fraco de risada. A chuva e os trovões pareceram se acalmar de repente. Ela pressionou o ouvido contra a porta e escutou atentamente.- Olá mamãe.
Natalie irrompeu pela porta, empunhando duas facas. Sua mãe
cambaleou para trás, batendo a cabeça contra um cabide próximo. Um dos ganchos
penetrou em seu crânio a fazendo sangrar. Ela caiu no chão paralisada, mas
ainda consciente, deitada em uma poça de seu próprio sangue. Natalie se
ajoelhou lentamente para olhar sua mãe nos olhos e exibiu orgulhosamente suas
lâminas encharcadas de sangue.
- Eu estava sofrendo mãe, mas você não fez nada...
Natalie balbuciou, ela passou a ponta da faca na bochecha de
sua mãe, cortando levemente. Natalie inclinou a cabeça. Tudo o que sua mãe
podia fazer era tremer e chorar, como um peixe fora d'água. A partir daí, ela
montou nela e começou a cortar um “V” em seu abdômen. Ela engasgou e
gorgolejou, sua respiração tornou-se forte. Natalie sabia que não tinha muito
tempo. Ela começou a abrir à força a cavidade torácica de sua mãe, estendeu a
mão e agarrou o coração ainda batendo de sua mãe com a mão. Seus pulsos estavam
ficando cada vez mais fracos. De repente, ela o arrancou, o sangue espirrou por
todo o seu rosto. Ela encarou sua mãe enquanto dava seus últimos suspiros.
- Seu tempo acabou.
Ela colocou o coração na boca de sua mãe, acariciou sua
bochecha suavemente e se levantou. Ela ainda não tinha terminado. O pai de
Natalie, David, acordou e percebeu que sua esposa ainda não havia voltado para
a cama. Seus olhos tinham acabado de se ajustar à escuridão, quando de repente
ele notou Natalie de pé ao lado de sua cama, com um sorriso maluco estampado em
seu rosto e seus olhos esverdeados brilhando na escuridão. Ela estava coberta
de sangue, e o cheiro era insuportável. Ela franziu a testa lentamente.
- Mamãe se foi. Eu me pergunto quem vai receber o dinheiro?
Natalie zombou, ela rapidamente agarrou a testa de seu pai,
rindo loucamente.
- Isso é tudo que você se importava.
Seu pai, ao contrário de sua mãe, era um lutador,
levantou-se e agarrou Natalie pelo pescoço e a jogou no chão. Ele começou a
pisar em seu peito até que ela tossiu sangue, e ele olhou para ela.
- Não é bom, papai? A-Afinal, você nunca parou de fazer isso
todos esses anos, não é?
Ela riu apesar da violência e tossiu mais sangue, ele
estreitou os olhos.
- Você não é minha filha.
Um sorriso mais largo se espalhou pelo rosto da garota e ela
olhou para ele com seus olhos luminosos, sangue escorrendo por sua boca.
- Você tem razão... eu não sou.
De repente, ela o fez tropeçar, fazendo-o cair com força no
chão. Ela ficou de pé, facas na mão.
- Dizem que quanto maior você é, mais forte é a queda.
Enquanto ele estava sem fôlego, Natalie pegou um travesseiro,
colocou no rosto de David e então começou a pisar, cada vez mais forte, até que
barulhos altos de rachaduras pudessem ser ouvidos. Quando ela finalmente puxou
o travesseiro, o rosto de seu pai estava horrivelmente mutilado, e ele estava
fazendo barulhos agonizantes.
- Qual é o problema? Dor demais para você?
Ela fincou as duas facas em seu estômago e as deixou lá,
então arrancou uma das pernas da cama e colocou nas pernas de seu pai,
retirando as facas em seguida.
- Vou precisar delas
Ela riu e sentou-se na perna da cama. De repente, começou a
balançar para trás enquanto se sentava. o peso do corpo lentamente começou a
espremer as entranhas através de seu corpo. Ele começou a engasgar e o sangue
escorria de sua boca. Sua respiração foi silenciada, e ela atingiu um pequeno
obstáculo. Ela rosnou enquanto se forçava a balançar para trás com mais peso.
- Seu tempo acabou.
De repente, os órgãos explodiram da boca, ela acenou para a
carcaça e começou a sair. Finalmente, esta seria sua parte favorita. Ela
silenciosamente se esgueirou para o quarto de seu irmão, silenciosamente
abrindo a porta. o sangue pingava de sua faca, fazendo um som baixo gotas. Seu
irmão não estava na cama. Era evidente que ele devia estar escondido em algum
lugar. Ela sorriu.
- Oh querido irmão, essa é a sua vez...
Ela começou a andar para dentro.
- Tudo o que eu quero fazer é me divertir um pouco.
Conforme ela entrava mais, ouvia atentamente qualquer som.
Qualquer respiração, qualquer movimento, ela até farejou o ar e quanto mais ela
se concentrava pode notar algo. Um leve ruído de respiração. Ela caiu no chão,
tremendo, seu irmão estava atrás com um taco de beisebol agora ensanguentado.
Ele estava olhando para baixo com raiva, ofegante de raiva. Ela tentou se
levantar lentamente, mas ele bateu de novo e de novo.
- A MÃE SEMPRE GOSTOU MAIS DE VOCÊ!
Ele a atingiu com força uma última vez, antes de tomar
fôlego. Ela estava sangrando muito, seus olhos verdes estavam caídos e
brilhando fracamente na escuridão. Ela se sentiu fraca e olhou para o teto, relembrou
os dias que passou aqui, sendo torturada, tendo que passar por isso por 4 anos.
Olhando para aquele mesmo maldito teto. Ele sentiu uma súbita onda de energia
em seu corpo e ela começou a se levantar, rindo insanamente. Seu irmão tentou
atacá-la novamente, mas foi parado pelas facas.
- Você vai para o inferno agora...
Com um grande empurrão, ela arremessou seu irmão na cama.
Ele bateu a cabeça contra a parede e rosnou com raiva, estava prestes a atacar
ela, mas Natalie avançou mais rápido e prendeu os dois braços do garoto na
parede com as facas. Ele gritou e tentou se soltar.
- Vamos ver o que podemos usar aqui...
- Ela começou a andar ao redor do quarto e sorriu ao ver uma
faca de manteiga simples ao lado da cama. Ela pegou e caminhou até ele.
- Dizem que os olhos são os órgãos mais macios do corpo... suaves
como manteiga.
Ele olhou com horror, tentando fugir, quando ela começou a
cavar seus olhos com a faca. Ele gritou alto, e ela rapidamente amarrou um pano
em torno de sua boca.
- Quieto, não podemos acordar os vizinhos, acho que era isso
que você me falava, não é?!
Ele não conseguia ver nada, a dor era insuportável. Sangue
vazou violentamente de suas órbitas oculares. Ele iria chorar, mas agora era
incapaz. Ela procurou mais e pegou uma tesoura, caminhou até ele.
- Eu acho que você precisa se soltar irmão.
Ela enfiou a tesoura em seu estômago e ele gemeu em um grito
abafado de dor. Ela o tratava como artes e ofícios, cortando sua pele como
papel. Ela levantou seu intestino grosso e sorriu maliciosamente.
- Você sabe o que eu amo? Arte de macarrão.
Ela começou a cortar o intestino.
- Estes podem ser um pouco grandes demais para colocar em um
prato.
Ela podia ouvir seu irmão espumando sangue da boca, no
entanto, ele teve que engolir o sangue de volta por causa do pano em sua boca.
- Isso não tem um gosto bom? Eu com certeza gosto.
Ela lambeu o sangue de seus dedos. Ele soltou outro grito
abafado. Ela desceu até os dedos dos pés e começou a quebrá-los e arrancá-los.
Um por um. Depois de um tempo, seus gritos se tornaram inúteis. Sua garganta
estava crua e sangrenta agora. O gorgolejo ficou mais alto, e ele começou a se
contorcer, estava engasgado com o próprio sangue. Ela puxou o pano para baixo e
sangue jorrou da boca.
- Coma isso e sinta-se melhor.
Ela enfiou um de seus dedos em sua boca, fazendo-o atolar em
sua garganta. Ele engasgou e começou a morrer lentamente.
- Seu tempo acabou.
A garota, conhecida como Natalie, entrava agora em seu
quarto pingando sangue. De canto de olho, ela viu. Sua girafa de pelúcia. Ela
se ajoelhou e olhou, sem uma palavra, ela se levantou e caminhou até o
banheiro. Olhando para si mesma, coberta de sangue, ela ouviu um leve ruído de
tique-taque. Ao olhar para baixo viu um relógio de bolso. Ela olhou para suas
mãos girando lentamente, ouvindo o tique-taque pelo que pareceu uma eternidade.
Ela pegou uma de suas facas agora vermelhas, pegou o relógio de bolso e
desmontou até restar apenas o pequeno relógio.
- O tempo faz você viver a tortura.
Ela disse, lentamente trazendo a faca até o olho.
- Progredindo lentamente pela vida, sendo controlado pela
sociedade.
Ela começou a cavar lentamente seu olho, que tinha a visão embaçada
e vermelha
- Até que você descubra que não tem mais um propósito.
Ela sentiu seu olho começar a se soltar, sangue escorrendo
na pia.
- É um círculo vicioso.
Ela o sentiu balançar para fora junto a perda da visão, uma
dor aguda.
- O tempo não acelera. Não desacelera. É violento.
Ela agarrou o cordão de seu olho e o arrancou, o olho caiu
na pia.
- Isso faz você viver a tortura repetidas vezes.
Ela começou a colocar o relógio em seu olho.
- Incapaz de avançar para longe dele.
Houve um som de esguicho e gotas de sangue, até que parecia
que o relógio se encaixava perfeitamente em seu vazio espaço.
- Eu sou Clockwork.
A jovem de 16 anos, anteriormente conhecida como Natalie, se afastou de sua casa em chamas. As chamas engoliram tudo e por dentro, a girafa queimou lentamente, junto com as carcaças de sua família.
