A noite foi difícil, mas eu consegui. Nem um único sonho com o homem magro.
Em seguida, uma batida veio da porta. Virei para a direita. 5:14 da manhã. Cabeças iriam rolar. Eu me arrastei para fora da cama e muito lentamente abri a porta. Era o policial que havia nos trazido. Ele tinha um olhar de pânico no rosto. Ele disse que meu filho havia sumido. Levei um minuto para acordar e entender tudo. O corpo do meu filho não estava lá. Sumiu do hospital. Mas desta vez, eu sabia onde ele estava.
Eu tinha que voltar para a floresta, tinha de encontrar os restos do meu terno. Era a única maneira de parar o homem esguio. Mas eu sabia que não ia ser fácil. Eu disse ao policial para me levar de volta até a casa, disse que eu tinha esquecido algo. Ele resistiu, mas depois de alguns minutos aceitou. Quando chegamos, tive o cuidado de me certificar que não seria visto. Eu entrei na casa pela porta da frente e rapidamente sai e fui para a floresta.
Ainda estava muito escuro então atravessar as arvores não foi fácil. A única luz era a lua. Então eu entrei, quase cego. Parecia ser impossível até em meio à escuridão, mas vi um pedaço de papel. Peguei e me horrorizei ao ver outro desenho do meu filho, mas esse era diferente. Havia três outras pessoas. Um menino da mesma altura que ele, uma menina maior e um outro menino tão grande quanto a menina. Eu finalmente entendi, éramos nos. Minha família. Logo vi um feixe de luz. Era o policial. Corri até ele e lhe mostrei o desenho. Expliquei que minha família estava em grande perigo. Tudo o que ele me disse foi que não havia nada que pudesse fazer. Ele disse que deveríamos voltar para o carro e ir para o hotel.
Um milhão de pensamentos passaram pela minha cabeça. Devo aceitar? Devo resistir? O que eu fiz não foi completamente meu desejo, mas o fiz. Eu fingi aceitar e o oficial de polícia começou a voltar para o carro. Enquanto ele estava de costas para mim, eu peguei uma pedra no chão e o acertei na cabeça. Ele cambaleou e caiu no chão. Peguei as chaves do carro e voltei para o hotel.
Eu entrei rapidamente parando perto de nossa porta. Quando abri vi tudo o que não queria ver. Em meio a todo o sangue estavam três corpos que faziam um símbolo em torno do homem esguio. Ele se virou e olhou para mim. Seus ocos olhos, inexistentes penetraram profundamente em mim. Emoções que eu nunca tinha sentido antes, emoções sem nomes encheram meu cérebro e corpo. Era como se ele estivesse me fazendo sentir tudo o que ele sentia. E com uma mão estendida, ele disse apenas uma coisa, um ruido ininteligível. Uma coisa que queima meu cérebro até hoje.
Não sei quanto se passou, mas logo ouvi as sirenes atrás de mim, me virei e vi os carros de polícia parando bruscamente, policiais saiam dos carros e usavam as portas como escudo enquanto apontavam as armas para mim, eu levantei minhas mãos acima da cabeça. Olhei lentamente para trás e tudo o que vi, foi um terno esfarrapado no chão. Ele matou minha família. Minha vida nunca mais seria a mesma. E, no entanto, algo me disse que eu nunca iria vê-lo novamente. Eu nunca seria capaz de me vingar, mesmo se descobrisse como.
O resto da história não é muito clara para mim. Já me disseram que meu DNA estava em todo o quarto, fui o principal culpado. Depois que eles me prenderam e me submeteram a testes frios que não tem nada mais do que ruídos, fui submetido a este lugar. As paredes acolchoadas e brancas. As mesmas paredes acolchoadas brancas que eu vejo todo o dia, todos os dias...
Ninguém vai saber o que aconteceu comigo e minha família. As emoções que foram transmitidos para mim me fizeram perder a capacidade de expressão. Agora, tudo o que posso fazer é escrever e desenhar. Eu escrevo as emoções que o homem magro sentiu. As coisas que vi. Eles são o que me manter aqui. Eu sou uma vítima da emoção de outro homem. Às vezes eu sinto como se tivesse me tornar ele. Como se fossem a mesma pessoa. Sim talvez naquele dia, eu tenha aprendido alguma coisa.
Talvez nos sejamos...
Sim nós somos...
Somos Slenderman...

