Em algum lugar da França vivia sozinha Dayse, mais conhecida como Baba Dayse, uma velha viúva em uma casa de dois andares, completamente imóvel e presa à sua cadeira de rodas desde a misteriosa morte de seu marido.
Ela
precisava da ajuda de um cuidador que a visitava diariamente para ajudar nas tarefas
diárias. O que tornava tudo ainda mais difícil era o fato de que os dois
andares da casa eram ligados apenas por uma velha escada. Quando a velha
senhora precisava descer ou subir o cuidador tinha que carregar seu corpo
frágil como uma criança. Certo dia, a polícia recebeu um telefonema da viúva.
Houve um assassinato.
Como as unidades policiais eram escassas na época e o
assassino já havia fugido do local, apenas um detetive foi enviado para fazer a
denúncia inicial da cena do crime. Ele chegou para ver o corpo do cuidador no
chão com as cordas vocais arrancadas em uma poça de sangue, com a velha senhora
no topo da escada em sua cadeira de rodas quieta e silenciosamente observando, aparentemente
em choque. Ele a descartou como suspeita, devido à sua incapacidade de subir e
descer as escadas e porque ela estava presa lá no momento em que o assassinato
ocorreu. Foi semelhante à morte de seu marido há muitos anos, que havia
sufocado durante o sono no sofá do andar de baixo.
O detetive colocou as luvas, tirou fotos, vasculhou em busca
de evidências e cobriu o corpo até que o legista chegasse, rotina. Ele examinou
a casa em busca de alguma pista, então perguntou à velha senhora se poderia
olhar lá em cima. Ela insistiu que estava lá em cima o tempo todo e ninguém
além dela tinha subido, mas apesar disso, o detetive subiu a escada para a qual
ela se afastou.
Além da escada, havia um corredor estreito, com três portas
fechadas. Ele verificou atrás de cada uma das portas, o quarto, o banheiro e não
encontrou nada. Ele ficou ansioso enquanto caminhava lentamente para o último
quarto onde a velha senhora dormia. Ele abriu e tudo parecia normal. Uma cama,
um armário e uma mesa de cabeceira com uma luminária. Ele verificou todas as
paredes da sala e logo surgiu o horror ao perceber, era um detalhe tão pequeno
que eles o esqueceram completamente na investigação sobre a morte do marido, o
homem levou lentamente sua mão ao coldre da arma. Não havia telefone lá em
cima. De repente, ele ouviu um barulho de porta batendo, retirou a arma e saiu
correndo, apenas para encontrar uma cadeira de rodas vazia no topo da escada.
Dizem ter visto ela mudando de pais em pais, sempre matando e ligando para informar, sempre próxima a escadas.

