Na tradição judaica mais primitiva, um dos anjos de Jeová, advogado ou
representante dos homens junto a este, e que posteriormente, sob a influência
do problema do mal e das soluções de tipo dualista dadas a esse problema,
passou a significar o mau, o acusador, o tentador, o demônio. Satã veio a ser
considerado a personificação da malignidade.
Como inclinação para o mal, ele
tenta o homem ao pecado, pode aparecer sob muitas formas diferentes. É mais
ativo em tempos de perigo, e as pessoas que falam coisas malignas estão “abrindo
suas bocas a Satã”, dando-lhe oportunidade de realizar aquela mesma
malignidade. Algumas orações da liturgia visam a manter Satã afastado do homem,
e o toque do Shofar em Rosh ha-Shaná tem o efeito de confundi-lo, para que não
lembre a Deus os pecados de Israel. Ele não tem poder no Iom Kipur, quando os
judeus se dedicam à oração e ao arrependimento.
Satã embora tenha sido um anjo
criado por Deus, é tido como um dos anjos que se rebelou contra Deus. É comum o
erro de confundir Satã com Lúcifer, Lúcifer é o filho de Deus, que se rebelou
contra o seu próprio Pai e desejou usurpar-lhe o trono celestial, Satanás é um
anjo que simplesmente abandonou o reino dos céus. Enquanto que Lúcifer é um
rebelde que se opõem a Deus, Satã é um anjo desertor que de livre vontade
abandonou o seu lugar no reino celestial.
Hierarquia: Príncipe
Grupo: 7 Príncipes do Inferno
Comanda: 195 legiões de Demônios

