Assinado: ZAO
Os Querubins trazem penas de
pavão cheias de olhos, simbolizando a onisciência divina. Eles zelam pela
ordenação do caos universal, pela sabedoria, e nos ofertam o conhecimento e as ideias.
Do hebreu keruv, ou do plural
keruvim, os querubins são seres misteriosos, descritos tanto no Cristianismo
como em tradições mais antigas às vezes mostrando formas híbridas de homem e
animal. Os povos da Mesopotâmia tinham o nome karabu e suas variantes para
denominar seres fantásticos com forma de touro alado de face humana, e a
palavra significa em algumas daquelas línguas “poderoso”, em outras “abençoado”.
No Gênesis aparece um querubim
como guardião do Jardim do Éden, expulsando Adão e Eva após o pecado original.
Ezequiel os descreve como guardiães do trono de Deus e diz que o ruflar de suas
asas enchia todo o templo da divindade e se parecia com som de vozes humanas, a
cada um estava ligada uma roda, e se moviam em todas as direções sem se voltar,
pois possuíam quatro faces: leão, touro, águia e homem. Esta face fala da
mente, razão, afeições, e todas as coisas que envolvem a natureza humana, isso,
para alguns estudiosos, significa que eles assim como os homens possuem o livre
arbítrio. E eram inteiramente cobertos de olhos, significando a sua onisciência.
Mas as imagens querubins que Moisés colocou sobre a Arca da Aliança tinham
forma humana, embora com asas.
Tríade: Primeira tríade
Hierarquia: Segunda posição
Príncipe: Raziel

