Assinado: ZAO
Na cidade alemã de Rotenburg, no
ano de 2001, Armin Meiwes conheceu um site interessante através de um grupo de
amigos, que lhe disseram se tratar de um fórum de canibalismo. Ele levou isso a
sério e pensando que realmente fosse verdade publicou um anúncio objetivo no
The Cannibal Café Forum:
“Eu procuro um rapaz entre 18 e
25 anos”.
“Que tenha um corpo normal, eu
quero massacrar você e comer sua carne”.
Cerca de 200 pessoas, por própria
estimativa Meiwes, entraram em contato após seu anúncio e ofereceram seus
corpos. Muitos dos homens que entraram em contato aceitando a fantasia desistiram
da ideia ao saber que era eles que enfrentariam a faca. Em fevereiro do mesmo
ano, Meiwes recebeu esta mensagem de Bernd Juergen Brandes, um engenheiro de
computação de Berlim, que dizia:
“Tenho 36 anos, 175 cm de altura
e peso 72 kg. Eu espero que você esteja realmente falando sério sobre isso,
porque eu realmente quero”.
Meiwes e Brandes conversaram
online por cerca de um mês, planejando todos os detalhes. Dia 8 de Março de
2001, um dia antes do ato os dois trocaram a última mensagem:
“Eu vou ser o seu café da manhã” -
Escreveu Brandes.
“E eu vou ter um ótimo apetite,
pode acreditar” - Respondeu Meiwes.
No dia 09 de março de 2001 a
vítima entrou voluntariamente na “sala de abate”, à prova de som, que Meiwes
havia projetado em sua mansão. Naquela noite eles se sentaram em um sofá e
conversaram, beberam café, fumaram e riram da situação. Em determinado ponto,
Brandes teve uma mudança de comportamento e pediu para que Meiwes o levasse de
volta para a estação. Pouco antes de saírem da mansão, Meiwes pediu que Brandes
não desistisse e sugeriu que ele tomasse uma grande dose de comprimidos para
dormir e alguns aguardentes para que eles pudessem realizar a fantasia. Após
tomar os comprimidos, eles voltaram para o quarto. Por volta das 18:00, Brandes
gritou “Faça isso logo. Faça agora”.
Meiwes tinha preparado uma câmera
de vídeo para gravar tudo. Eles começaram então com a mutilação do pênis.
Brandes ainda estava acordado e queria provar a sua própria carne. Meiwes ao
grelhar o órgão, no entanto, deixou muito difícil para comer. Então, Brandes
pediu para tomar um banho e relaxar. Meiwes deixou sua vítima em imersão na
banheira e foi para seu quarto para ler um livro. Tudo isso com a câmera
ligada.
Na manhã seguinte Brandes ainda
estava vivo, foi nesse momento que Meiwes cortou sua garganta e começou a
cortar o corpo em pedaços. Ele cortava, assava e descrevia o gosto como o de
carne de porco, para acompanhar a refeição ele tomava vinho tinto. Após o
“almoço” ele rotulou e congelou as sobras, em seguida, foi para o fórum em
busca de uma nova vítima. Alguns dias depois um amigo de Meiwes encontrou no
fórum a discussão perturbadora, imediatamente ele informou a polícia. Pouco
tempo depois os policiais chegaram na mansão de Meiwes e encontraram de no
freezer alguns sacos com os restos mortais de Brandes, Meiwes confessou na
hora. Ele já havia consumido 45 kg de carne de Brandes, quase tudo frito com
alho. Ao ser questionado ele disse a polícia:
“O filé tem um gosto muito bom. Um
sabor muito parecido com o da carne de porco, um pouco mais amarga e mais forte”.
Como na época não existiam leis
alemãs feitas para canibalismo, considerando esse ato como um crime, então as
acusações contra Meiwes foram de assassinato para fins de prazer sexual e
perturbação dos mortos. Sua defesa, no entanto, alega que não houve crime uma
vez que a vítima pediu para Meiwes para ser “comido”. O vídeo gravado mostra
Brandes conversando e dando o seu consentimento, até o momento em que ele perde
a consciência. No primeiro julgamento o juiz deu a pena de 9 anos, dizendo que
não era assassinato, mas um caso de “duas pessoas psicologicamente doentes que
haviam se encontrado”. Um novo julgamento em 2004, determinou prisão perpétua.
Em 2007, o Daily Mail informou que ele se tornou o chefe do “Partido Verde” na
prisão, um grupo de assassinos e pedófilos que falam sobre como fazer do mundo
um lugar melhor. O Mail também observou que o canibal se tornou vegetariano.

