Assinado: AlphaShadow




Dês dos meus 10 anos as pessoas ao meu redor sofrem, o por que? Bom, vamos voltar alguns anos atrás, eu completava 10 anos e estava sentado em uma grade que meus pais colocaram no jardim, como era meu aniversário eles chamaram alguns vizinhos e pessoas da minha escola para participar desse dia tão especial.


Eu estava sentado na mesa onde estava meu pequeno bolo de aniversário, minha mãe mandou eu deixar de ser mal-educado e me levantar para cumprimentar os convidados. Me levantei e forcei um sorriso, o dia foi passando e eu fingia me divertir, quando todos estavam indo decidi acompanhar minha prima até sua casa a alguns quarteirões de distância. Quando estava voltando já era 21:00 e para chegar precisava passar por um beco, respirei fundo e mesmo com medo continuei andando, acelerei o passo quando percebo que tinha alguém me seguindo, quando estava quase saindo do beco alguém segurou meu ombro e me encostou na parede.

- Não grita garoto, tem celular?

Balanço a cabeça informando que não tinha nada, não conseguia falar, meu corpo estava travado, ele me perguntou outra coisa, porém não escutei o que ele falou então só observei seu rosto.

- Você é surdo ou está se fingindo? 

Ele grita de novo e me dá um soco no estomago. Me abaixei e meus olhos ameaçaram soltar lagrimas, respirei fundo mais uma vez e olhei para o lado, observei que tinha um cortador de gramas de ponta cabeça ao lado de uma lata de lixo, voltei a encarar o rosto dele e simplesmente desejei que algo acontecesse, fechei os meus olhos e senti uma mão no outro ombro, quando abri os olhos a lamina do cortador simplesmente passou pelo pescoço do homem que me amedrontava, olhei para trás porém não vi ninguém e quando voltei a olhar para frente vi apenas uma boca sorrindo e dois olhos claros na sombra.

Anos se passaram e no decorrer desses anos mais coisas estranhas aconteceram, garotos que mexiam comigo na escola caiam de janelas ou então do ônibus em movimento, um deles voou para dentro de um lago e não conseguiu voltar mais, todas as vezes eu estava com raiva e todas as vezes senti a mão no meu ombro, chegava em casa sempre chorando e contava o que acontecia para os meus pais, eles me abraçavam e falavam que eu não era culpado de nada.

Agora tenho 16 anos e ainda não sei o que me toca nos ombros, hoje completa 1 ano que não saio de casa, nesses 6 anos já perdi as contas de quantas pessoas já morreram em minha frente, ontem minha mãe veio falar comigo e agente discutiu e eu senti de novo a mão nos meus ombros, dessa vez quando olhei para o lado eu finalmente vi quem me tocava, era um homem de sobretudo com um capuz sobre os olhos, a única coisa que conseguir ver do rosto dele era aquele grande sorriso que vi no beco. Olhei para a mesa da cozinha e peguei uma pequena faca, não sei o que aconteceu com meu corpo a única coisa que eu sei é que ele não me obedecia e a faca foi cravada no pescoço da minha mãe, me virei e encarei o homem de capuz, ele sorria e acenava que sim com a cabeça.

- Nesses seis anos você me ajudou bastante, e hoje é sua vez de me seguir.

- O que eu fiz? Como te ajudei? E quem é você?

- Quando eu tocava seu ombro eu te dava força, você me ajudou matando aqueles que eu não conseguia levar, ou porque não era a hora ou porque eles tentaram me enganar, agora quem eu sou? Eu sou a morte.

- Nunca aceitei te ajudar.

- Quando eu toquei seu ombro e você desejou o mal daquele homem no beco, essa foi a atitude que eu precisava para que você me ajudasse, e como eu falei agora e a hora de você me seguir.

Eu abri a boca e tudo ficou escuro, a foice dele se cravou no meu pescoço igual a faca que eu cravei no da minha mãe.